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Sobre ser e não ser "gado"

Gado. (Reprodução)
O isentão e o esquerdista assumido, quando chamam um bolsonarista de "gado", não querem realmente dizer que o bolsonarista tem comportamento subserviente ao presidente, mas que eles acham inadmissível qualquer defesa de Bolsonaro, seja ela qual for. Defendeu Bolsonaro? Então, é "gado". Esse é o espírito da coisa. Um espírito de retardado, é certo, mas, ainda assim, um espírito.

Os Orcs sabem que os bolsonaristas não são "gado", mas mentem de propósito, porque a mentira é uma segunda natureza para eles. Mentem com a naturalidade que respiram e com a tranquilidade com que socializam o roskoff em noites de lua cheia. 

Os Orcs sabem, por exemplo, que nesse momento têm bolsonaristas externando sua contrariedade com a escolha do novo ministro da Justiça, assim como sempre souberam que antes da presepada do demissionário já havia muitos bolsonaristas criticando o evidente progressismo de Moro; e sem contar a grande quantidade de bolsonaristas que desejam a saída de Regina Duarte da Secretaria da Cultura. Portanto, os Orcs estão cansados de saber que bolsonarista tem discernimento. 

O que acontece é que bolsonarista critica quando acha que deve, e não para minar o presidente; e se não critica para minar, então só pode ser, na visão dos Orcs, um "gado". 

Primário, não? Coisa de craqueiro, não é? Sim, mas é na insistência em comportamentos primitivos que os isentões e esquerdistas assumidos vão ganhando espaço.
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